A campanha nacional, oficializada pela Lei nº 15.424/2026, reforça que a avaliação ortodôntica deve fazer parte da rotina de cuidados preventivos na infância, entre os 6 e 12 anos.
Com a chegada do “Julho Laranja”, mês dedicado à conscientização sobre a ortodontia preventiva, especialistas alertam para um equívoco comum entre pais e responsáveis: o de esperar a troca completa dos dentes ou a adolescência para buscar um ortodontista.
Segundo a Dra. Cristiane Simões, ortodontista infantil, a avaliação precoce é essencial para o monitoramento do crescimento facial, e não apenas para o alinhamento dos dentes.
“A ortodontia infantil atua no desenvolvimento dos ossos da face. Intervir cedo, durante a fase de crescimento ativo da criança, permite corrigir discrepâncias esqueléticas de forma simples e eficiente, evitando tratamentos complexos, extrações ou até cirurgias na vida adulta”, explica a médica.
Por que avaliar aos 6 anos?
A recomendação técnica é que a primeira avaliação ocorra por volta dos 6 anos, início da troca dos dentes decíduos pelos permanentes. Nessa etapa, o especialista consegue identificar precocemente sinais de alerta como:
Padrões respiratórios: respiração bucal e ronco noturno;
Oclusão: mordida cruzada ou desalinhamentos mandibulares;
Hábitos: efeitos colaterais do uso prolongado de chupeta ou sucção de dedo;
Desenvolvimento: perda precoce de dentes de leite ou falta de espaço para a erupção dos permanentes.
Além do aspecto ósseo, o desenvolvimento adequado da face impacta diretamente funções vitais, como a mastigação eficiente, a fala e a qualidade do sono. A correção precoce de problemas ortodônticos também atua na saúde emocional, prevenindo constrangimentos escolares e promovendo o bem-estar da criança.
O papel da prevenção
A inclusão do Julho Laranja no calendário nacional reforça a necessidade de tratar a ortodontia com a mesma prioridade dada a outras etapas do crescimento, como o acompanhamento de peso, altura e o calendário vacinal.
“A mensagem para as famílias neste mês é clara: a prevenção é menos invasiva, mais econômica e muito mais eficaz do que a correção tardia. Se a criança apresenta dificuldade para mastigar, morde de forma assimétrica ou possui um padrão de respiração bucal, a busca pelo especialista deve ser imediata”, conclui a Dra. Cristiane.
