iHealth leva o Brasil à pauta de desenvolvimento clínico em evento de Boston

CEO da iHealth representa a empresa no Clinical Development in LATAM: Brazil Unlocked, em 24 de setembro, em Cambridge (MA)

O Brasil chega na próxima semana a um dos endereços mais influentes da indústria farmacêutica mundial. Na quinta-feira, 24 de setembro, o MassBio Hub, em Kendall Square, Cambridge (Massachusetts), recebe o Clinical Development in LATAM: Brazil Unlocked, encontro presencial e online organizado pela ODC Life Sciences que coloca o país no centro de uma pergunta prática para patrocinadores de ensaios clínicos: quando, e sob quais condições, o Brasil deve entrar em um programa de desenvolvimento clínico global.

A iHealth, empresa brasileira de dados de mundo real (RWD) e evidências de mundo real (RWE) aplicados à pesquisa clínica, estará representada por seu CEO, Angelo Orru Neto. A participação integra uma agenda internacional da companhia, que neste mês também esteve presente no BIOHK 2026, em Hong Kong, em painel sobre cooperação em pesquisa clínica entre China e América Latina.

Do potencial à decisão

A programação do evento em Boston deixa claro que o debate sobre o Brasil mudou de natureza. Em vez de discutir se o país tem potencial, os painéis tratam dos critérios que um patrocinador avalia antes de decidir: os primeiros resultados da Lei 14.874/2024, que reorganizou o marco regulatório da pesquisa clínica no país; a via de análise em até 90 dias para início de estudos; a capacidade e a qualidade dos centros de pesquisa brasileiros; e a experiência de empresas que já conduziram estudos no país. Entre os participantes anunciados estão ex-representantes da ANVISA, a INAEP e sociedades médicas como SBOC, SBN e SBRV, ao lado de executivos de biotechs e investidores.

Uma das sessões, dedicada a dados regionais e inteligência artificial do feasibility ao enrollment, toca diretamente no tema que a iHealth leva ao encontro: a diferença entre ter pacientes e conseguir encontrá-los.

“O Brasil tem escala populacional, diversidade genética e uma rede de centros que poucos países emergentes têm. O que faltava era previsibilidade regulatória, e a nova lei começou a resolver isso. A próxima barreira não é regulatória, é de informação: o patrocinador precisa saber, antes de abrir um centro, quantos pacientes elegíveis existem, em quais instituições e a que distância. Prevalência não é acesso”, afirma Angelo Orru Neto, CEO da iHealth.

Dados de mundo real como argumento de recrutamento

A iHealth estrutura dados clínicos de instituições de saúde brasileiras para responder a essas perguntas com evidência, e não com estimativas. A abordagem já foi aplicada em estudos de mundo real com alcance nacional, como o levantamento em esclerose múltipla que reuniu 2.812 pacientes de 52 instituições em 14 estados, e é oferecida à indústria como base para estudos de viabilidade, seleção de centros e planejamento de recrutamento.

“Quando um comitê global compara países, o Brasil costuma perder não por falta de pacientes, mas por falta de dados que provem onde eles estão. Levar para Boston a demonstração de que é possível mapear a jornada do paciente por instituição, com metodologia aderente ao Guia 64/2023 da ANVISA e à LGPD, muda o tipo de conversa que se tem com o patrocinador”, explica Karlyse Claudino Belli, Chief Business Data Officer da iHealth, doutora em Ciências da Saúde pela UFRGS.

Para a empresa, a presença em eventos como o de Cambridge e o de Hong Kong tem um objetivo comum: posicionar o Brasil como destino de pesquisa clínica a partir de argumentos verificáveis, no momento em que patrocinadores da América do Norte e da Ásia reavaliam onde conduzir seus estudos.

“Se o Brasil quer capturar a próxima onda de estudos globais, precisa aparecer nas salas onde essas decisões são tomadas com respostas, não com promessas. É isso que vamos fazer em Boston”, conclui Orru Neto.

Serviço

Clinical Development in LATAM: Brazil Unlocked

24 de setembro de 2026, 15h30 (horário de Boston) / 16h30 (Brasília)
MassBio Hub, Kendall Square, Cambridge (MA), com transmissão online
Organização: ODC Life Sciences
A IHealth, empresa do Grupo Doctor Assistant, estrutura dados clínicos de mundo real de instituições de saúde brasileiras para apoiar a indústria farmacêutica, CROs e centros de pesquisa em estudos de RWE, viabilidade de ensaios clínicos, seleção de centros e recrutamento de pacientes, com metodologia aderente ao Guia 64/2023 da ANVISA e à LGPD.

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