Em três meses, consórcio salta para o quarto maior de Minas em número de prefeituras

Ritmo de adesão coloca o CONSORMULTI como o consórcio público que mais cresce em Minas Gerais, reunindo cidades de todas as regiões do estado em torno de compras compartilhadas e assistência técnica

Em pouco mais de três meses de atuação, o Consórcio Multifinalitário Interfederativo de Cooperação e Desenvolvimento Integrado, o CONSORMULTI, reuniu mais de 100 municípios integrados ou em processo de adesão. O número o posiciona como o quarto maior consórcio público de Minas Gerais em número de prefeituras e como o de crescimento mais rápido no estado.

O ritmo chama atenção porque contraria a curva usual desse tipo de arranjo, em geral lento para ganhar massa. De desenho interfederativo, o consórcio reúne cidades de todas as regiões de Minas, dos Vales do Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha ao Vale do Aço, ao Sul de Minas e à Região Metropolitana, o que amplia tanto a base de negociação quanto a diversidade de demandas atendidas.

A lógica econômica por trás da adesão é direta. Ao agir em bloco, as prefeituras acessam compras compartilhadas, contratação de serviços técnicos e projetos estruturantes em condições que nenhuma alcançaria isoladamente. A escala reduz custo unitário e amplia o poder de negociação de cada município.

Para o Diretor Executivo do consórcio, Professor Tony Alves (Antonio Carlos Alves dos Santos), o crescimento é consequência de resultado percebido, não de marketing. “O consórcio foi criado para antecipar soluções e desenvolver inteligência institucional. Quando uma iniciativa entrega valor concreto, ela naturalmente atrai novos municípios”, afirma.

As adesões mais recentes reforçam o movimento. Entre elas está Alfenas, polo do Sul de Minas, que entrou no consórcio ao lado de outros municípios da região. Para o prefeito Fábio Marques Florêncio, a decisão segue a mesma lógica de eficiência. “A cooperação amplia a capacidade de execução de cada prefeitura. Alfenas entra para somar e para aproximar o Sul de Minas de uma agenda de desenvolvimento que beneficia todo o estado”, afirma.

Em Timóteo, o prefeito Capitão Vitor associa a adesão à capacidade de trabalhar em rede. “O desenvolvimento regional depende da nossa capacidade de trabalhar juntos. O consórcio fortalece cada prefeitura e beneficia toda a região”.

Em Brumadinho, o prefeito Gabriel Parreiras vê no avanço a validação de um modelo replicável. “O municipalismo moderno exige integração. Municípios de diferentes regiões podem compartilhar experiências e construir soluções que beneficiem toda Minas Gerais”.

A estrutura do consórcio combina uma diretoria executiva com núcleos temáticos e regionais, presididos por prefeitos consorciados em áreas como infraestrutura, saúde, desenvolvimento econômico e tecnologia. O desenho descentralizado tende a acompanhar a expansão sem concentrar decisão em um único ponto. Se o ritmo dos primeiros meses se mantiver, o CONSORMULTI deve encerrar o ano entre os arranjos intermunicipais mais representativos do estado.

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