Atendimento personalizado e excelência: os pilares escolhidos por cirurgiã plástica para expandir sua clínica

Ao investir na profissionalização da equipe e dos processos, médica estruturou o crescimento do negócio sem abrir mão do atendimento exclusivo e humanizado que marcou sua trajetória

Após quase 15 anos atuando como cirurgiã plástica, Dra. Larissa Sumodjo percebeu que o sucesso do seu negócio havia gerado um bom problema: o crescimento da clínica exigia uma mudança que ia muito além da ampliação do espaço físico. O desafio era transformar um consultório tradicional em uma operação estruturada, capaz de sustentar o aumento da demanda sem comprometer a qualidade do atendimento que a consolidou no mercado.

Formada em Medicina em 2006 e especialista em Cirurgia Plástica desde 2012, Larissa construiu sua carreira fundamentada em pilares que ainda considera inegociáveis: proximidade, confiança e forte rede de indicação entre pacientes. Com foco em cirurgias de mama, corporais e faciais, ela atende a um público predominantemente feminino, entre 30 e 50 anos.

Porém, à medida que a clínica crescia, o gargalo operacional tornou-se evidente. A estrutura do negócio precisava acompanhar o movimento da demanda.

“Percebi que precisava profissionalizar a gestão da clínica. Eu deveria estar focada na minha principal expertise, que é cuidar do paciente, programar e executar cirurgias. Não era mais possível dividir meu tempo entre a prática médica e toda a parte operacional do consultório”, afirma a especialista.

A grande virada do negócio aconteceu em 2023, quando a médica decidiu investir em uma nova estrutura física e na organização rigorosa dos processos internos. Esse movimento estratégico permitiu ampliar a capacidade de atendimento e criar uma operação mais eficiente, preparada para sustentar a expansão para os próximos anos.

Segundo Larissa, o principal aprendizado dessa fase de transição foi entender que o crescimento sustentável exige processos bem definidos.

“Um dos maiores desafios como médica empreendedora foi compreender que a gestão de uma clínica não poderia ser realizada apenas por mim. Sem estudo, método ou a ajuda de um time dedicado, o crescimento simplesmente não acontece.”

A jornada do paciente como diferencial competitivo

Se antes a reputação de um cirurgião estava concentrada quase exclusivamente na técnica e nos resultados clínicos, hoje a jornada completa do paciente tem um peso decisivo na escolha do profissional. Para Larissa, essa mudança de comportamento reflete a evolução e a maturidade do próprio mercado de saúde e estética.

“Além do cuidado técnico e do resultado estético, os pacientes buscam uma comunicação fluida e uma experiência tranquila durante todo o processo. Atendimento, organização, acolhimento, transparência e confiança passaram a ser determinantes na tomada de decisão.”

A profissionalização do negócio permitiu que a excelência no atendimento deixasse de depender exclusivamente da figura da médica e passasse a integrar a cultura da empresa, envolvendo treinamento de equipe, fluxos de trabalho e acompanhamento constante de métricas de satisfação.

“Sem dúvida, a experiência faz parte de um tratamento de ponta. Os pacientes estão mais exigentes, eles esperam e buscam por isso no mercado de alto padrão.”

Crescimento sem perder a essência

Ao longo de quase duas décadas na Medicina, Larissa afirma que os indicadores de sucesso da sua trajetória vão muito além das métricas financeiras.

“Mais do que o volume de cirurgias realizadas, considero como os principais indicadores de sucesso o crescimento consistente e orgânico da clínica, a qualidade dos resultados e o alto índice de retenção e indicação de novos pacientes.”

Para o futuro, a meta é continuar escalando a operação, mas com uma regra clara: preservar o DNA de atendimento que construiu sua autoridade no setor.

“Quero manter um atendimento empático, transparente e baseado na confiança. Valorizo o modelo em que o médico conhece profundamente seus pacientes e acompanha de perto suas necessidades. Mas entendo que, para isso acontecer em uma operação maior, o alicerce precisa ser uma equipe qualificada, com processos definidos, tecnologia e indicadores que garantam eficiência”, explica.

Segundo a médica empreendedora, o verdadeiro desafio do setor não é apenas crescer, mas escalar sem perder a alma do negócio. “Meu objetivo é crescer mantendo essa essência: oferecer uma experiência cada vez mais segura, organizada e humana para cada pessoa que entra na clínica.”

 

 

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